Sonho de metal

Mata adentro, na selva braba
árvores de metal
Vigilancia, cerca elétrica
livrai-nos de todo mal

Pós moderno, cinza claro
realidade surreal
Aonde eu me encaixo?
Dentro deste temporal

Como as folhas que caem no outono
Eu me jogo de joelhos, eu enceno abandono
O tracejado infinito da tua linha amarela
é a loucura ao qual me proporciono

Como um vento gelado de inverno
Eu me agarro a você num temporário amor eterno
Eu faço festa pro teu canto
e não confio no teu santo
Apenas sigo o meu caminho e vou

Se reprimem, o ano inteiro
acham tão normal
O pecado come solto em fevereiro
e se arrependem logo após o carnaval

A quarta-feira não amanheceu cinzenta
Mas o chão amanheceu com cheiro de Alcohol
Eu não vou fazer quaresma
Vou fugir desse temporal

Como um dia azul de primavera
Eu me distraio com a tua gentil atmosfera
E o tracejado infinito da tua linha amarela
Me guia até o por-do-sol

Como uma noite quente de verão
Eu me embalado facilmente no calor dessa canção
E eu vou deixando o seu metronomo
guiar o meu coração

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